
Volto para reclamar (o que não é novidade). Se fosse para render elogios a esse bairro talvez não tivesse linhas (dubiedade necessária).
O tema deste talvez seja o de muitos outros que ainda virão. É o mesmo dos quais sofri, me indignei, mas não escrevi.
A Terra-Firme (sob meu olhar) é uma terra de boatos (que podem ser fatos). As notícias de jornais chegam sempre ultrapassadas, e quando chegam. Sempre procuro no grito do jornaleiro pela manhã, a violência de ontem a tarde.
Vou lhes contar um fato que aconteceu há alguns meses. Não me recordo à data (a mente esquece o que não queremos lembrar). Depois conto o fato que me trouxe aqui.
Um rapaz da minha rua, de família trabalhadora (o que designa que não são bandidos), cheio de sonhos, queria se jogador de futebol e estudar Educação Física na Universidade. Estava num treino a noite, vinha de bicicleta de carona. Vinham pela temida rua denominada Ligação...
Abro um parêntese para tentar explicar o que não entendo também, mas que ouço falar: Traficantes, gangues, ou bandidos, não sei a denominação, pra mim são invisíveis. Sei que brigam e matam pela dominação de dois pólos desse bairro. Os da ligação matam os da Celso Malcher e vice-versa. Mas matam e ferem inocentes também.
...Vinham de bicicletas, as vozes invisíveis gritaram perguntando se os meninos eram da Ligação, e saíram atirando mesmo sem resposta.
A vítima que eu falara levou um tiro na coluna, ou perto não tenho certeza. O irmão dele conseguiu correr e se salvar, mas se perdeu do que foi baleado, ele achava que o irmão tinha corrido também. Quando chegou em casa, depois de muito correr, soube do ocorrido e foi ao hospital. Lá encontrou o irmão baleado e ALGEMADO, ALGEMADO pelo preconceito, e por algemas (sem metáforas).
O irmão que foi visitar pediu para um policial que tirasse as algemas, disse que o irmão não era bandido, e por isso apanhou, APANHOU!!!! Deixando ali as duas vítimas o policial fugiu. Só foram tiradas as algemas porque um parente deles advogado interviu.
Essa história me dói, principalmente quando o vejo saindo para a fisioterapia, carregado para o taxi. Dói saber que a violência não tem limites. Somos formigas prestes a serem esmagadas.
Vozes que me contaram esse fato, me contaram quando cheguei, que ontem um rapaz que foi visitar o tio e veio de carro pra cá, voltou sem vida. Na saída, na Av. Perimetral, homens invisíveis desse bairro o abordaram. Como ele não parou, atiraram e mataram. Essa história que ainda não saiu no jornal (eu acho), é que me trouxe aqui. A anterior eu sempre quis contar.
Hoje não falo de música, mas falo do mesmo assunto: O desrespeito, dessa vez ao direito de viver.
O tema deste talvez seja o de muitos outros que ainda virão. É o mesmo dos quais sofri, me indignei, mas não escrevi.
A Terra-Firme (sob meu olhar) é uma terra de boatos (que podem ser fatos). As notícias de jornais chegam sempre ultrapassadas, e quando chegam. Sempre procuro no grito do jornaleiro pela manhã, a violência de ontem a tarde.
Vou lhes contar um fato que aconteceu há alguns meses. Não me recordo à data (a mente esquece o que não queremos lembrar). Depois conto o fato que me trouxe aqui.
Um rapaz da minha rua, de família trabalhadora (o que designa que não são bandidos), cheio de sonhos, queria se jogador de futebol e estudar Educação Física na Universidade. Estava num treino a noite, vinha de bicicleta de carona. Vinham pela temida rua denominada Ligação...
Abro um parêntese para tentar explicar o que não entendo também, mas que ouço falar: Traficantes, gangues, ou bandidos, não sei a denominação, pra mim são invisíveis. Sei que brigam e matam pela dominação de dois pólos desse bairro. Os da ligação matam os da Celso Malcher e vice-versa. Mas matam e ferem inocentes também.
...Vinham de bicicletas, as vozes invisíveis gritaram perguntando se os meninos eram da Ligação, e saíram atirando mesmo sem resposta.
A vítima que eu falara levou um tiro na coluna, ou perto não tenho certeza. O irmão dele conseguiu correr e se salvar, mas se perdeu do que foi baleado, ele achava que o irmão tinha corrido também. Quando chegou em casa, depois de muito correr, soube do ocorrido e foi ao hospital. Lá encontrou o irmão baleado e ALGEMADO, ALGEMADO pelo preconceito, e por algemas (sem metáforas).
O irmão que foi visitar pediu para um policial que tirasse as algemas, disse que o irmão não era bandido, e por isso apanhou, APANHOU!!!! Deixando ali as duas vítimas o policial fugiu. Só foram tiradas as algemas porque um parente deles advogado interviu.
Essa história me dói, principalmente quando o vejo saindo para a fisioterapia, carregado para o taxi. Dói saber que a violência não tem limites. Somos formigas prestes a serem esmagadas.
Vozes que me contaram esse fato, me contaram quando cheguei, que ontem um rapaz que foi visitar o tio e veio de carro pra cá, voltou sem vida. Na saída, na Av. Perimetral, homens invisíveis desse bairro o abordaram. Como ele não parou, atiraram e mataram. Essa história que ainda não saiu no jornal (eu acho), é que me trouxe aqui. A anterior eu sempre quis contar.
Hoje não falo de música, mas falo do mesmo assunto: O desrespeito, dessa vez ao direito de viver.